
Relato da conversa com o Prof. Heitor Evangelista, no laboratório de Bio-física da UERJ, dia 31 de maio 2010.
PARTE 1
O sol contém manchas solares que pulsam (estão ora mais fortes, ora mais fracas) num intervalo de 11 anos.
No interior da Terra existe um movimento de forças eletromagnéticas que também pulsa. Estas forças eletromagnéticas formam um campo de proteção contra os bombardeios de raios cósmicos que a terra recebe a todo o tempo.

Quando está mais forte, o campo magnético da Terra se une ao campo magnético do Sol e formam um grande campo de proteção. Nesta época os raios cósmicos têm dificuldade de atravessar a barreira magnética e atingir a Terra.
Quando está mais fraco, o campo magnético da Terra é atravessado por uma quantidade imensa de raios cósmicos. Os raios cósmicos, ao atravessarem a atmosfera terrestre, formam uma série de elementos, entre eles o carbono-14, que é a forma radioativa do carbono.
Existe o carbono-12, o carbono-13 e o carbono-14. Os dois primeiros são formas estáveis do elemento, enquanto o terceiro é instável, ou seja radioativo.
MEIA-VIDA é o tempo em que uma quantidade X de um elemento cairá pela metade. O tempo de meia-vida do carbono-14 é de aproximadamente 5730 anos.
Isto significa que, após 5730 anos, uma amostra de 1000 átomos de carbono-14 se transformará em 500 átomos de nitrogênio-14 + 500 átomos de carbono-14. Este restante de 500 átomos de C14, por sua vez, cairá pela metade novamente em 5730 anos, e assim por diante, até não haverem mais átomos.
O que se verifica é uma probabilidade: não há como garantir que 1 átomo de carbono-14 desaparecerá em 5730 anos. Mas em maiores quantidades, observa-se o efeito desta meia-vida.
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